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Tribunal de Contas do Estado quer abrir a 'caixa-preta' dos gastos da prefeitura com o festival Sou Manaus

Gastos do 'Sou Manaus Passo a Paço' sobem 1.156% O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) determinou a abertura de uma tomada de contas especial par...

Tribunal de Contas do Estado quer abrir a 'caixa-preta' dos gastos da prefeitura com o festival Sou Manaus
Tribunal de Contas do Estado quer abrir a 'caixa-preta' dos gastos da prefeitura com o festival Sou Manaus (Foto: Reprodução)

Gastos do 'Sou Manaus Passo a Paço' sobem 1.156% O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) determinou a abertura de uma tomada de contas especial para investigar gastos do Festival Sou Manaus Passo a Paço de 2025, organizado pela prefeitura da capital. Na prática, é o início de um processo administrativo formal para apurar, com profundidade e detalhadamente, o aumento de 1.156% dos gatos do município ao longo de quatro anos com o evento, que, em 2022, custou cerca de R$ 2 milhões e, no ano passado, R$ 25 milhões. Depois de dois adiamentos, por pedido de vistas de conselheiros do Tribunal, o processo sobre o assunto entrou na pauta da sessão de segunda-feira (4), quando se determinou que a prefeitura torne públicos todos os documentos relacionados aos gastos com o evento no ano passado para se começar a tomada de contas especial. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No fim de fevereiro, o parecer do Ministério Público de Contas sobre o assunto destacou a falta de transparência e justificativa clara para o astronômico aumento do custo do evento. O parecer enviado ao TCE ressalta que não houve justificativa técnica suficiente para esse salto de despesas. O parecer também destacou que o gasto era desproporcional diante de outras prioridades da cidade em áreas como saúde, educação e saneamento, argumento também defendido pelo vereador Coronel Rosses, que foi o responsável por levar a denúncia ao TCE. Apesar de ter demonstrado compartilhar da indignação de quem compara gastos para a realização de shows com as carências de Manaus, o conselheiro Érico Desterro, relator do processo, destacou que agir diante disso é papel da Câmara de vereadores, assim como a Assembleia Legislativa deve fiscalizar gastos do governo do estado com eventos culturais. “Precisamos, por exemplo, saber como são gastos os recursos que são destinados ao festival de Parintins, por exemplo, com o mesmo rigor que nós aqui estamos esclarecendo, querendo saber como foram gastos esses recursos do Passo a Paço”. O vereador coronel Rosses participou da sessão no TCE desta segunda-feira. “Estar aqui defendendo a legalidade administrativa é um dever. Ao mesmo tempo, me envergonha porque na casa administrativa onde eu fui eleito democraticamente eu não consigo fazer isso, porque lá é um anexo da prefeitura de Manaus”, afirmou o vereador sobre a câmara municipal. O g1 questionou a Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre a alegação feita pelo vereador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A responsabilização dos gestores responsáveis pelo gasto com o Sou Manaus foi defendida pelo Ministério Público de Contas, que afirma ter havido erro grosseiro, culpa grave e omissão do então prefeito, David Almeida (Avante), e do então diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato. Com isso, o MP defendeu a aplicação de multa aos responsáveis, o que, pelo menos por enquanto, não foi aprovado pelo plenário do Tribunal de Contas. Segundo o prefeito David Almeida, o festival custou R$ 34 milhões — R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios —, gerou cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos e movimentou aproximadamente R$ 150 milhões na economia local. À época do festival, em setembro do ano passado, o David Almeida afirmou que o festival custou R$ 34 milhões — R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios —, gerou cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos e movimentou aproximadamente R$ 150 milhões na economia local. O g1 também questionou a prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, sobre as alegações defendidas pelo MP, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Como a eleição de Roberto Cidade ao governo do Amazonas afeta a Assembleia Legislativa? Entenda o que muda Primeira noite do Sou Manaus Passo a Paço 2025 Semcom