STF abre inquérito para investigar deputado Adail Filho por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
Deputado federal do Amazonas, Adail Filho. Rede Amazônica/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura...
Deputado federal do Amazonas, Adail Filho. Rede Amazônica/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão foi assinada na terça-feira (22), após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a decisão, há indícios de desvio de recursos públicos, incluindo verbas federais destinadas ao município de Coari, no interior do Amazonas. O caso também envolve o prefeito da cidade, Adail Pinheiro, pai do parlamentar. Veja o que disse os citados ao fim da reportagem. De acordo com o processo, a investigação começou após a prisão em flagrante de três pessoas no aeroporto de Brasília. Elas transportavam uma grande quantia de dinheiro em espécie sem comprovar a origem. A partir daí, documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos apontaram movimentações financeiras suspeitas que poderiam beneficiar o deputado e o prefeito. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp As apurações indicam ainda que empresas ligadas aos investigados mantinham contratos com a Prefeitura de Coari e podem ter sido usadas para fraudar licitações. Também foram identificados repasses de emendas parlamentares enviadas ao município nos anos de 2024 e 2025. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na decisão, Moraes afirmou que há relação entre os fatos investigados e o mandato de deputado federal, o que justifica a competência do STF para conduzir o caso. Com isso, o ministro atendeu ao pedido da PGR para que a Corte acompanhe a investigação. O magistrado determinou a abertura do inquérito no STF e o envio do caso à Polícia Federal para continuidade das apurações. Também estabeleceu prazo de 48 horas para o envio de documentos restantes pela 1ª Vara Criminal de Brasília e de 60 dias para a realização das primeiras diligências. A investigação vai apurar a possível prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por todos os envolvidos. Policial investigado por morte de jovem em Manaus já foi preso por suspeita de sequestro e extorsão O que disse Adail Filho Adail José Figueiredo Pinheiro, Deputado Federal pelo Estado do Amazonas, vem publicamente se manifestar. Nesta data, por intermédio dos meios de comunicação, tomou conhecimento de que o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de investigação para apurar seu suposto envolvimento com a apreensão de 1,2 milhões de reais no aeroporto de Brasília/DF, fato ocorrido em maio de 2025. Diante disto, a assessoria jurídica do parlamentar já apresentou pedido ao Ministro Relator, Doutor Alexandre de Moraes, para ter acesso a integralidade do que fora produzido até a presente oportunidade, visto que jamais e em tempo algum foi chamado ou pediram informações sobre qualquer fato. Por fim, desde já, refuta-se com veemência todas as eventuais tentativas de buscar atribuir responsabilidades ao Deputado Federal Adail Filho e, tão logo franqueado acesso ao procedimento inquisitivo, serão apresentados os esclarecimentos necessários para que tudo seja resolvido com a maior brevidade possível. O que disse Adail Pinheiro Adail Pinheiro, Prefeito Constitucional do Município de Coari/AM, vem publicamente se manifestar: Nesta data, tomou-se conhecimento pela imprensa que o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para apurar os fatos que envolveriam a apreensão de 1,2 milhões de reais no aeroporto de Brasília no início de 2025. As pessoas que estariam levando esse dinheiro, até onde se tem conhecimento, são empresários há mais de vinte anos e, inclusive, possuem contratos com diversas cidades do Amazonas, inclusive com a Prefeitura de Manaus/AM. Por fim, as medidas jurídicas cabíveis já estão sendo adotadas com o firme propósito de esclarecer todas as eventuais dúvidas que cerceariam esses fatos, visto que nada de ilícito foi praticado nos contratos firmados entre essas empresas e Coari/AM.