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Prefeito de Manaus anuncia fim das escolas de madeira na zona rural até novembro de 2026

Escola na Zona Rural de Manaus sofre com problemas estruturais, salas interditadas e infestação de morcegos. Reprodução/Rede Amazônica O prefeito de Manaus...

Prefeito de Manaus anuncia fim das escolas de madeira na zona rural até novembro de 2026
Prefeito de Manaus anuncia fim das escolas de madeira na zona rural até novembro de 2026 (Foto: Reprodução)

Escola na Zona Rural de Manaus sofre com problemas estruturais, salas interditadas e infestação de morcegos. Reprodução/Rede Amazônica O prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou neste domingo (22), no píer turístico Manaus 355, no Centro, o fim das escolas de madeira na rede municipal até novembro de 2026. A primeira etapa começou com o envio de 380 toneladas de materiais de construção por barco para reconstruir três unidades na zona rural. O projeto faz parte do plano da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Em 2021, Manaus tinha 35 escolas de madeira ou mistas. Hoje, restam nove. Três já começaram a ser reconstruídas e as outras seis devem ser substituídas até novembro, quando a prefeitura prevê eliminar esse tipo de estrutura. “Estamos enviando hoje 380 toneladas de materiais para substituir três escolas de madeira por unidades modernas, climatizadas e com internet via satélite. Essa é uma virada histórica. Manaus será uma das primeiras capitais da Amazônia a eliminar completamente escolas de madeira”, disse o prefeito David Almeida. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A operação envolve transporte de aço, seixo, areia, ferro corrugado e toda a estrutura necessária para construção das novas unidades, atendendo comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. O deslocamento fluvial, que pode durar até três dias, substitui um modelo rodoviário mais oneroso e ineficiente, sujeito a múltiplos transbordos e condicionado à sazonalidade dos rios amazônicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além das obras, a gestão municipal informou que reestruturou o transporte escolar fluvial. Das 52 lanchas da rede, 36 estavam inoperantes. A prefeitura disse ainda que adquiriu motores, reativou integralmente a frota e implantou um novo modelo com monitores embarcados, além de ampliar o serviço para o transporte de professores, garantindo mais segurança, regularidade e acesso às escolas em áreas remotas. Infraestrutura A transformação da infraestrutura tem impacto direto na permanência dos alunos na zona rural. Em 2021, a rede atendia cerca de 8,5 mil estudantes nessas áreas. Atualmente, o número já ultrapassa 12 mil, refletindo a melhoria das condições de ensino e a redução do deslocamento de alunos para áreas urbanas. A rede municipal também passou a operar com todas as salas de aula climatizadas e conectividade via internet, elevando o padrão de ensino em todas as regiões, inclusive nas áreas mais remotas e de difícil acesso. “Estamos substituindo escolas precárias por ambientes adequados, garantindo equidade entre alunos da zona rural e urbana e criando condições reais para melhorar o desempenho educacional”, afirmou o secretário municipal de Educação, Júnior Mar. O transporte inclui aço, areia, seixo e ferro para erguer as novas escolas em comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. A viagem de barco pode durar até três dias e é considerada mais eficiente e barata que o modelo rodoviário. LEIA TAMBÉM Alunos estudam entre morcegos e madeira podre em escola na zona rural de Manaus