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Justiça determina nova paralisação nas obras de aterro sanitário no AM por indícios de irregularidade

Moradores dividem opiniões sobre implementação do aterro sanitário em Iranduba O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou novamente a paralisaçã...

Justiça determina nova paralisação nas obras de aterro sanitário no AM por indícios de irregularidade
Justiça determina nova paralisação nas obras de aterro sanitário no AM por indícios de irregularidade (Foto: Reprodução)

Moradores dividem opiniões sobre implementação do aterro sanitário em Iranduba O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou novamente a paralisação imediata das obras de implantação de um aterro sanitário em Iranduba. A decisão foi tomada após recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que questionou a autorização anterior para continuidade do empreendimento. Segundo a decisão, publicada na terça-feira (24), há indícios de irregularidades no processo de licenciamento ambiental da obra. Entre os problemas apontados está a ausência de uma certidão de viabilidade emitida pelo município, documento exigido pela legislação ambiental. A empresa responsável pelo aterro apresentou apenas uma declaração de viabilidade datada de 2018. Para a Justiça, o documento é insuficiente para comprovar a regularidade do empreendimento. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A decisão também determina que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) apresente, no prazo de 15 dias, a íntegra do processo administrativo de licenciamento ambiental. O objetivo é permitir a análise detalhada da documentação pelo Judiciário. Com a medida, as obras devem permanecer suspensas até nova decisão da Justiça. Moradores de Iranduba pedem interdição de lixão e cobram implantação de aterro sanitário Entenda os impasses Esta é a segunda vez em menos de 15 dias que a Justiça do Amazonas determina a suspensão das obras no aterro. Em 14 de fevereiro, o juíz Felipe Nogueira Cadengue de Lucena atendeu a um pedido do Ministério Público e reconheceu os indícios de irregularidades no licenciamento ambiental. Na ocasião, a decisão liminar proibiu qualquer obra, terraplanagem ou retirada de vegetação ligada ao aterro, mas cinco dias depois, em 19 de fevereiro, o desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, do Tribunal de Justiça do Amazonas, acatou o recurso apresentado pela empresa responsável e permitiu a retomada das obras. No recurso, a empresa apresentou uma "Declaração de Viabilidade", emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 2018. O documento, que afirma que a área seria adequada para o projeto, é o mesmo considerado insuficiente na decisão desta terça-feira. MP pede e Justiça embarga construção de aterro sanitário em Iranduba Foto: Divulgação/MPAM