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Justiça absolve ex-vice-governador e ex-secretários de Saúde processados por fraudes em contrato para gestão de unidades no AM

Da esq. para dir: o ex-vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, e o ex-secretário de Saúde, Marcellus Campelo. Leandro Tapajós/G1 AM e Divulgação A Jus...

Justiça absolve ex-vice-governador e ex-secretários de Saúde processados por fraudes em contrato para gestão de unidades no AM
Justiça absolve ex-vice-governador e ex-secretários de Saúde processados por fraudes em contrato para gestão de unidades no AM (Foto: Reprodução)

Da esq. para dir: o ex-vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, e o ex-secretário de Saúde, Marcellus Campelo. Leandro Tapajós/G1 AM e Divulgação A Justiça Federal da 1ª Região absolveu o ex-vice-governador do Amazonas e ex-secretários de Saúde do estado por irregularidades no contrato de gestão do Hospital Delphina Aziz e da UPA Campos Salles, em 2019. A decisão também rejeita pedido do Ministério Público Federal que apontava prejuízo de R$ 32 milhões aos cofres públicos. Foram absolvidos o ex-vice-governador Carlos Almeida Filho, os ex-secretários, Rodrigo Tobias de Souza Lima, Simone Papaiz e Marcellus Campelo, além do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano e seu dirigente, José Carlos Rizoli. Na decisão, o juiz federal Ricardo Augusto Campolina de Sales afirmou que não ficou comprovada a existência de dolo, ou seja, intenção de causar prejuízo, o que é exigido pela Lei de Improbidade Administrativa após mudanças recentes. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo o magistrado, falhas na gestão e possíveis irregularidades não são suficientes, por si só, para condenação. Ele também destacou que: Os gestores atuaram com base em pareceres técnicos e jurídicos; Não há prova de desvio de recursos ou enriquecimento ilícito; Parte dos valores foi remanejada para atender demandas da saúde; Decisões ocorreram em meio à crise da Covid-19. LEIA TAMBÉM: MPF processa vice-governador do AM e secretário de Saúde por fraudes em contrato milionário para gestão de unidades Entenda o caso A ação do MPF questionava o contrato firmado em 2019 para administrar as duas unidades de saúde. O órgão apontou problemas como falta de fiscalização, pagamentos antecipados e descumprimento de metas. Mesmo assim, a Justiça entendeu que não há provas de má-fé ou intenção de fraude por parte dos investigados. Com a decisão, o processo foi encerrado e não haverá punições aos réus. O bloqueio de bens também segue negado. A sentença, no entanto, ressalta que o Estado ainda pode tentar cobrar possíveis prejuízos por outras vias, desde que não envolvam improbidade administrativa. Operação da PF mira vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida