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Empresário preso em operação contra o CV diz que ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus pagava viagens em dinheiro vivo

Operação contra o núcleo político do Comando Vermelho prende ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus O empresário Alcir Queiroga Teixeira Júnior, preso...

Empresário preso em operação contra o CV diz que ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus pagava viagens em dinheiro vivo
Empresário preso em operação contra o CV diz que ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus pagava viagens em dinheiro vivo (Foto: Reprodução)

Operação contra o núcleo político do Comando Vermelho prende ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus O empresário Alcir Queiroga Teixeira Júnior, preso suspeito de ser o dono de uma empresa fantasma utilizada para lavar dinheiro do tráfico de drogas e ter ligação com o núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas, disse em depoimento que a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), Anabela Cardoso, pagava viagens, hospedagens e aluguel de carros em dinheiro vivo. ➡️A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Amazonas e em outras seis unidades da federação. Até a publicação desta reportagem, 14 pessoas foram presas, sendo oito no Amazonas, dentre elas Anabela Cardoso. Nove investigados seguem foragidos, inclusive o líder apontado pela polícia. Ação também resultou na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. De acordo com trechos do depoimento obtidos pela Rede Amazônica e pelo g1, Anabela comprava passagens na empresa de turismo de Alcir. Os bilhetes eram destinados ao prefeito David Almeida, ao vice-prefeito Renato Júnior, a servidores da prefeitura e também a familiares e amigos do prefeito. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Entre as viagens citadas está a do Caribe, alvo de investigação do Ministério Público do Amazonas por suspeita de custeio por empresários com contratos milionários com a prefeitura. Alcir disse que emitiu passagens para David Almeida, Izabelle Fontenelle, Kassio Almeida Faye das Chagas (sobrinho do prefeito) e a esposa de Kassio. O pagamento, segundo ele, foi feito em dinheiro vivo, no valor aproximado de R$ 34 mil. Vice-prefeito de Manaus e familiares de David Almeida pedem habeas corpus à Justiça, mas desistem do processo Entenda como viagem do prefeito de Manaus ao Caribe no Carnaval virou investigação do Ministério Público Reprodução Alcir disse que os pagamentos feitos por Anabela chegavam a R$ 40 mil, sempre em dinheiro. Os destinos mais comuns eram São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, além de viagens de férias dentro e fora do país. “Quando as passagens eram para pessoas da prefeitura de Manaus, os pagamentos eram em espécie", diz um trecho do depoimento. Alcir também afirmou à polícia que não sabe a origem do dinheiro usado para pagamento das passagens e que não sabe dizer se o dinheiro usado para pagar as passagens de pessoas vinculadas à Prefeitura de Manaus tinha origem do tráfico de drogas ou do crime organizado. O empresário também citou que Anabela solicitava passagens para amigos do prefeito, como Bernard da Costa Teixeira, dono da empresa PUMP, investigada pelo MP por irregularidades no festival Sou Manaus Passo a Paço 2023, e Igor da Silva Brilhante, proprietário da Construtora Brilhante. Em nota, Bernard da Costa Teixeira informou que nunca comprou passagens aéreas na agência de Alcir Queiroga Teixeira Junior e ainda destacou que apenas encontrou o prefeito durante a viagem ao Caribe. Bernard explica ainda que passagem e da ex-namorada foram custeadas com recursos próprios e adquiridas diretamente no site da companhia aérea. Em nota, a Prefeitura de Manaus esclarece que o prefeito David Almeida não é investigado na operação “Erga Omnes”, da Polícia Civil do Amazonas (PC/AM), e não figura como alvo de qualquer procedimento relacionado ao que está sendo noticiado sobre a operação. Por não ter tido acesso aos autos, o prefeito David Almeida não se manifestará sobre declarações atribuídas a terceiros e reitera sua confiança nas instituições competentes e no regular curso do devido processo legal. O g1 tenta contato com a defesa dos demais citados no depoimento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Servidor do TJ, policial e ex-assessores de vereadores: veja quem são os alvos da operação para desarticular 'núcleo político do CV' no AM Veja quem são os nove suspeitos de integrar 'núcleo político' do CV no Amazonas que estão foragidos Operação Erga Omnes Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. Anabela Cardoso teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão em favor da facção por meio de empresas de fachada. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. INFOGRÁFICO - Operação contra 'núcleo político' do CV no Amazonas [VALE ESTE] g1